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IPETURIS apresenta amplo estudo sobre setor de Agenciamento Turístico durante a crise 2014-2017 no País

O volume anual de vendas no setor de Agenciamento Turístico apresentou crescimento consecutivo em 2016 (10,6%) e em 2017 (15,9%), ambos comparados com seus respectivos anos anteriores. É o que mostra o estudo Desempenho do Agenciamento Turístico Nacional na Crise Econômica Brasileira 2014-2017, apresentado pelo Ipeturis (Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitação em Turismo) nesta terça-feira, em São Paulo, para jornalistas do trade e de economia. Desenvolvido sob encomenda do Sindetur-SP (Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo), o levantamento ainda revela que esse aumento vem após a redução de 11,9% nas vendas em 2015, durante a crise econômica no País, e resulta em um processo de recuperação total de 13% na comparação de 2017 com 2014.

A pesquisa contou com a participação de 916 empresas de todo o Brasil e analisou o comportamento do setor durante a crise econômica do País.Durante a apresentação, o professor Glauber Santos, responsável pela equipe Técnica do levantamento, ressaltou a comparação entre o volume de vendas e os números de vagas fechadas e reabertas, que não cresceram na mesma proporção: “Isso nos mostra que, ainda que as vendas estejam se recuperando, as contratações de mão de obra ainda não foram totalmente retomadas. E, talvez, a melhor explicação seja que as empresas tenham se renovado nesse período, repensado seus processos corporativos e, agregando tecnologia, nos mostrem que não precisam mais de tantos funcionários para vender o mesmo volume ou até mais”.

O presidente do IPETURIS, Marciano Gianerini Freire avaliou em sua apresentação que, como no passado, as viagens nacionais devem sustentar o mercado neste ano, independente de Copa do Mundo e eleições presidenciais no País: “49% dos empresários acreditam que as vendas vão aumentar no curto prazo, em até três meses, e 76% creem que, entre três e seis meses, haverá melhora nas vendas. Infelizmente, 70% das empresas de Agenciamento Turístico não pretendem fazer novas contratações, o que é uma pena. Mas esperamos que o cenário se apresente favorável e isso mude”.

Dos serviços turísticos, o de Passagens Aéreas foi o que mais se recuperou da retração de vendas, com crescimento de 35% em 2017, em comparação com 2014. Na sequência, despontam os Pacotes Turísticos, com aumento de 11%, e as Hospedagens, com aumento de 5%, na mesma comparação 2014-2017. Os demais serviços turísticos não se recuperaram no período estudado. O caso mais negativo de vendas foi o de Cruzeiros Marítimos, com redução de 43% em 2017, em relação a 2014.

As vendas para os destinos Nacionais foram superiores aos destinos Internacionais durante todo o período estudado. Na comparação entre 2017 e 2014, os destinos Nacionais apresentaram crescimento de 19%, enquanto que as viagens Internacionais cresceram 7%, mostrando recuperação da queda sofrida em 2015.

A análise ainda mostra que 94,6% das empresas de Agenciamento Turístico no Brasil são micro – possuem até nove colaboradores – e que, após três anos consecutivos de reduções nos postos de trabalho formais no setor, 2017 foi o primeiro ano de saldo positivo: 342 novas vagas foram criadas, aumento de 0,6% na comparação com 2016, mas ainda pequeno se comparado aos 8.672 empregos fechados entre 2014 e 2016. As regiões Sul e Sudeste foram as únicas a apresentar aumento significativo nas contratações.

DESEMPENHO DO AGENCIAMENTO TURÍSTICO NACIONAL NA CRISE ECONÔMICA BRASILEIRA 2014-2017

 PRINCIPAIS DESTAQUES

O Ipeturis – Instituto de Pesquisas, Estudos e Capacitação em Turismo apresentou  hoje,13 de março o relatório consolidado Desempenho do Agenciamento Turístico Nacional na Crise Econômica Brasileira 2014-2017, desenvolvido sob encomenda do Sindetur-SP.

AMOSTRA

Em 2017 a amostra foi composta por 916 empresas localizadas em 231 cidades, dos 26 Estados e do Distrito Federal. Para o estudo foram contempladas as Microempresas, com até 9 colaboradores, que são a maioria do Agenciamento Turístico no Brasil (94,6%).

As empresas foram classificadas pelo porte, localização geográfica e atividade econômica, segundo os critérios do IBGE e os registros oficiais na Secretaria da Receita Federal do Brasil, CNAE e as declarações anuais da RAIS e CAGED. A pesquisa traz dados referentes ao perfil do Agenciamento Turístico entre os anos de 2014 e 2017 e as variações de vendas, empregos, serviços, clientes e expectativas das empresas brasileiras do setor, com uma margem de erro anual de 2,2%.

PERFIL DO SETOR

O número de empresas do Agenciamento Turístico atingiu seu ápice em 2014, quando havia no Brasil 23.787 empresas. Entre os anos de 2007 e 2014, a abertura de novas empresas no setor seguiu um crescimento médio de 4,8% ao ano, cenário que se inverteu a partir da crise econômica no País: de 2014 a 2017, 1.260 empresas fecharam suas portas, a uma taxa de redução média de 1,8% ao ano.

As Microempresas foram as que menos sentiram os impactos da crise econômica, com uma redução média de 1,5% ao ano, entre os períodos de 2014 a 2017.

EMPREGABILIDADE

Em 2017 houve crescimento de 0,6% na quantidade de empregos formais do setor, na comparação com 2016, representando a criação de 342 novos postos de trabalho após 3 anos consecutivos de queda. Este crescimento é pouco significativo se comparado ao total de 8.672 demissões ocorridas no setor entre os anos de 2014 e 2016.

As Microempresas foram as que mais contrataram em 2017, com aumento de 941 vagas de trabalho (3,2% do total do setor) na comparação com 2016. A média geral da empregabilidade do setor diminuiu, influenciada pelos resultados das Pequenas empresas, que continuaram sofrendo reduções, com 720 postos de trabalho a menos no período, enquanto que as Médias e Grandes empresas tiveram pequeno crescimento, de 121 empregos em 2017.

As regiões Sul e Sudeste foram as únicas a apresentar aumento significativo de contratações em 2017. No Sudeste, a abertura foi de 210 postos de trabalho, número pequeno quando comparado às 6.509 demissões ocorridas entre 2014 e 2016 na região.

VOLUME DE VENDAS

O volume total de vendas das empresas consultadas apresentou dois anos consecutivos de crescimento, na comparação com o ano anterior: 15,9% em 2017, comparado com 2016 e 10,6% em 2016, comparado com 2015. Esse aumento vem após a redução de 11,9% nas vendas em 2015, durante a crise econômica no País. O processo de recuperação já superou a retração ocorrida, com volume total de vendas 13,0% superior em 2017 do que em 2014.

Em 2017 todos os trimestres apresentaram crescimento de volume de vendas. Em especial o quarto trimestre de 2017, com aumento de 32,5%, a maior variação observada desde 2014.

Apesar do cenário positivo de vendas, a empregabilidade ainda tem baixo desempenho de recuperação no setor, com pequeno crescimento de 0,6% em 2017, na comparação com 2016.

SERVIÇOS TURÍSTICOS COMERCIALIZADOS    

Dos serviços turísticos, o que mais se recuperou da retração de vendas foi o de Passagens Aéreas, com crescimento de 35% em 2017 em comparação com 2014. Na sequência, despontam os Pacotes Turísticos, com aumento de 11%, e as Hospedagens, com 5%, na mesma comparação 2014-2017.

Os demais serviços turísticos não se recuperaram no período estudado. O caso mais negativo de vendas foi o dos Cruzeiros Marítimos, com redução de 43% de 2014 a 2017.

PÚBLICO ATENDIDO

Entre os clientes atendidos pelas empresas, as Pessoas Físicas foram os únicos a apresentar crescimento de vendas, com 27% em 2017, na comparação com 2014. O Setor Privado se manteve estável, com 1% de aumento entre os períodos, enquanto as vendas aos demais públicos diminuíram. A redução foi mais acentuada para o Setor Público, com vendas 38% inferiores entre 2014 e 2017.

DESTINOS

As vendas dos destinos Nacionais foram superiores aos destinos Internacionais durante todo o período estudado. Na comparação entre 2017 e 2014, as viagens Nacionais apresentaram maior crescimento de 19%, enquanto as viagens Internacionais aumentaram 7%, mostrando recuperação da queda sofrida em 2015.

PERSPECTIVAS

As empresas de Agenciamento Turístico foram otimistas em relação às vendas futuras, com 49% de indicações de aumento no curto prazo (até 3 meses) e chegando até 76% no médio prazo (entre 3 e 6 meses).

Especificamente no curto prazo, as expectativas positivas diminuíram ao longo de 2017. Na comparação entre o primeiro e último trimestre, o percentual de otimistas caiu 15%, enquanto o percentual de indicações negativas aumentou 12%.

Mesmo com as perspectivas positivas de vendas, a grande maioria (70%) dos empresários do setor pretende manter o número atual de colaboradores. A parcela dos que indicaram intenção de contratações (27%) é bem maior do que os que planejam fazer demissões (3%).

MEIOS DE DIVULGAÇÃO

O canal de divulgação mais indicado pelas empresas foi o Facebook (72%), mostrando a relevância das redes sociais para o Agenciamento Turístico. Na sequência, despontam o site da empresa (64%), e-mail marketing (46%), WhatsApp (45%) e Instagram (45%).

Os meios tradicionais foram menos indicados, como os folhetos impressos, feiras comerciais, mídias impressas e promotores de vendas.

O YouTube ainda é pouco utilizado no setor, com apenas 5% de indicações.

 

SOBRE O IPETURIS

Constituído em outubro de 2002, sob forma de pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, o IPETURIS tem como principal missão promover pesquisas, estudos e capacitação de recursos humanos objetivando o aprimoramento técnico e o desenvolvimento econômico do setor de turismo.

Crédito Foto: Divulgação


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